quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Sagats (snujs, zills, finger cymbals)

Núcleo Cultural Yasmine Amar - Dia Internacional da Dança
SESC Arsenal 2012







"No Egito, numa cidade chamada Bubast, as sacerdotisas costumavam uma vez por ano descer até o rio Nilo, durante os festivais que reverenciam as deusas femininas, para cantar, queimar incensos e tocar sinos que mais tarde foram substituídos pelos sagats. O som desse instrumento era para invocar a deusa Bastet, protetora das dançarinas e das mulheres que cuidavam de crianças pequenas. Acreditava-se que a bailarina purificava o ambiente ao dançar com os sagats."


A origem é bem remota. No entanto, no Egito, desde as dançarinas gawazee, bem mais recente, a utilização dos sagats é muito comum. Muitas delas tocam levemente, mas utilizam o instrumento para compor sua dança. O que pode ser observado em vídeos das dançarinas da Era Dourada (Naima Akef, Samia Gamal, Taheya Karioka), bailarinas que marcaram a transição entre a dança gawazee e o que conhecemos hoje por Raqs El Sharqi.

A Utilização


Os sagats não estão no mesmo patamar do derbake, doholla, duff, etc , ou seja, apenas acompanham a percussão de linha tornando-a mais alegre e envolvente. Por isso, especialmente quando utilizados pela dançarina, sua utilização deve ser simples, descomplicada e fluida.


O Toque dos sagats pela BailarinaDançarina

É importante sabermos dois conceitos:


1- Vibração Sonora de uma Nota: é a durabilidade sonora da nota dentro de uma frase rítmica (batida)

2- Acentuação Sonora de uma Nota: é a nota que possui toque mais forte tornando-a mais nítida dentro da frase rítmica.


No caso do toque dos sagats, não há necessidade de você demonstrar a acentuação sonora na leitura dos "DUMS", pois os instrumentos musicais de linha estarão fazendo isso. Portanto, quanto mais natural e espontâneo for o toque, melhor. Também não há necessidade de serem tocados durante toda a peça musical. É importante sentir a música e perceber os melhores momentos para tocá-los.

No entanto, por não estarem os sagats no mesmo patamar da percussão (derbake-doholla-duff), não há necessidade dessa preocupação com acentuação sonora, mas sim, com vibração sonora. Essa preocupação, muitas vezes, só dificulta o aprendizado fazendo a dançarina desanimar e acabar desistindo de tocar sagats.

Para que você desenvolva sua habilidade e, acima de tudo, sinta prazer em tocar os sagats em sua dança, é preciso que haja maior entrega e o aprendizado em ouvir a música, em primeiro lugar.

Conhecer os principais ritmos árabes facilitará sua percepção e treinar o toque dos sagats ao som de base rítmica é fundamental para então partir para seu estudo em peças musicais.

A Utilização dos Sagats no Ensino da Dança Árabe

Eu, particularmente, gosto de utilizar os snujs para introduzir conceitos musicais, especialmente a percepção rítmica, às minhas alunas.


Atualmente, estou experimentando introduzir o estudo dos sagats já na iniciação da aluna em Dança Árabe, pois facilita no aprendizado da musicalidade como um todo.
 
No entanto, não há uma regra e você pode desejar dominar mais os movimentos corporais para adentrar no estudo desse instrumento musical que requer bastante coordenação motora fina e percepção rítmica.

A dica principal para tocar sagats é: treine

Você não vai aprender a tocá-los deixando-os na gaveta.

Qualquer metodologia é inútil se não houver dedicação e treinamento. E vale tudo: fazer diagonais com deslocamentos e toques ou simplesmente caminhar pela casa tocando alegremente e fazendo música com os dedos!
 
Aprecie!
 
Divirta-se e encante a todos com a musicalidade que pode emitir com os sagats!



Um comentário:

  1. Nem sabia que esse método da Sherazade era o que eu aplico para minhas alunas!

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