sexta-feira, 20 de abril de 2018

TRIBAL FUSION em Cuiabá



Em 2005 foi quando vi a Rachel Brice pela primeira vez num vídeo no you tube. Fiquei completamente encantada. Era meu primeiro contato com o tribal fusion. Eu, que danço a dança do Ventre desde 1994, fiquei encantada com a limpeza dos movimentos, a consciência corporal, a beleza dos trajes e adereços.

Eu que já trabalhava com Dança do Ventre, Flamenco e Yoga agora encontrava um novo Universo a explorar.

Minha imersão nesse universo tribalista não se deu de forma avassaladora. Dessa vez, com mais maturidade, me permiti saborear aos poucos esse cardápio tão amplo.

Em 2005 ainda levamos ao palco a minha primeira coreografia fusion, ainda de forma autodidata, e sem conhecer ATS, me aventurei na fusão:



A possibilidade de criar me fascinava a cada dia. Ao mesmo tempo, queria compreender a meu modo, como essa dança se constituía,

Depois disso fiz alguns workshops, sendo dois com a Ana Al Izdihar, a mesma professora com quem tive minha iniciação em Dança do Ventre Terapêutica, a mesma Mestra que me apresentou Osho e suas técnicas de meditação ativa, quando eu ainda engatinhava no mundo da Dança. Devorei alguns dvd´s e centenas de vídeos no you tube.

Dessa vez não tive nenhuma pressa... simplesmente curti todo o processo de encantamento com essa dança. Claro que estudei muito o ATS pois é dele que vem a grande base pra coisa toda se desenvolver.

Em 2011 fiz duas Imersões com Yasmin Nammu e pude conhecer o "Oriental Fusion" que é um estilo desenvolvido por ela e que abriu muito minha mente para um processo criativo mais amplo.  Fiz o Miscelânea Cigana, curso desenvolvido por ela no Brasil com várias raizes étnicas onde conheci a Dança Turca, Dança das Kalbelyas.
 
Posso dizer então que, além de ter criado a primeira escola de Dança do Ventre de Cuiabá (1996) sou pioneira em aulas de Tribal Fusion nesta cidade.

Foi em 2017, no Espaço Âmbar, que tomei a decisão de compartilhar o que aprendi ao longo desses  anos de estudo. Caramba, o tempo passou acho que ta bom vamos concretizar algo em grupo e levar tudo isso à cena!

Os resultados começam a aparecer com muita alegria.

Toda quinta-feira, no Espaço Âmbar é o dia da Dança Tribal. E se você mora em Cuiabá e quer estudar esse estilo, aqui é o local!




Mas enfim, o que é Tribal Fusion?


O tribal fusion é uma fusão de movimentos do ATS – American Tribal Style – estilo criado e patenteado por   Carolena Nericcio.  que faz uma fusão de elementos da dança do ventre, indiana, flamenca e outras danças orientais étnicas.

Tanto o ATS quanto o tribal fusion são gêneros novos, surgidos na década de 1980. Apesar de novidade, possuem raizes bem profundas e diversificadas, sendo uma grande FUSÃO DE ARQUÉTIPOS (uma das coisas que mais me fascinam).

É possível fusionar ainda estilos modernos como jazz, break, hip hop, street dance, burlesque, tango, teatro e, basicamente, TUDO o que você quiser, desde que você tenha um bom conhecimento das bases do tribal (que vêm do ATS)  para não passar de "fusão" a "confusão".



Rachel Brice afirmou  em documentário no you tube que o ATS tem como forte característica a postura flamenca e que os braços possuem vida própria nesse estilo de dança.

Vamos à definição da Shaide Halim, uma das grandes estudiosas do estilo aqui no Brasil no inal da década de 90, que hoje tem uma escola burlesca em São Paulo:

“Estilo Tribal é uma modalidade de dança que funde arquétipos,
conceitos e movimentos de danças étnicas das mais variadas regiões, como o Flamenco,
a Dança Indiana e danças folclóricas de diversas partes do
Oriente, desde as tradicionais manifestações folclóricas
já bem conhecidas pelas bailarinas de dança do ventre
às danças tribais da África Central, chegando até as
longínquas tradições das populações islâmicas do Tajiquistão”
(HALIM, Shaide, 2008 – uma das pioneiras do estilo no país).



É isso por hoje... esse post está em construção assim como a Dança Tribal também é uma Arte em movimento...
Se você se identificou com tudo isso, venha!






terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Yasmine Amar Kaur, Tradição em Dança do Ventre



Yasmine Amar Kaur atua profissionalmente com a Dança do Ventre desde 1994.

Teve como professores grandes nomes nacionais e internacionais entre eles:Soraia Zayed, Tia Cecy, Lulu Sabongi, Farida Fahmy, Yasmin Nammu, Aysha Almée, Jade El Jabel, Triana Ballesta, Michelli Nahid, Mauricio Mouzayek, dentre outros.

Participou como convidada do vídeo didático "Ritmos 2", de Lulu Sabongi, Khan El Khalili.

Atualmente mora em Cuiabá-MT,onde é professora de Dança do Ventre no Espaço Âmbar e no Ballet denise França.

Fez parte do grupo de bailarinas e foi integrante da banca examinadora da casa de chá egípcia Khan El Khalili.



Possui como formação acadêmica os cursos de Ciências Contábeis (PUCCAMP) e Educação Física (UFMT)

Possui também formação em YOGA e DANÇA FLAMENCA.

Yasmine ministra aulas para grupos de mulheres, sempre enfatizando o Sagrado Feminino, com uma Metodologia de Estilo Tradicional, poética e mitológica.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

HORÁRIOS DAS AULAS de Dança do Ventre



HORÁRIOS das AULAS


Espaço Âmbar
Endereço:
Rua 1, 420 - Bairro: Boa Esperança - (65) 99288-9697
(Próximo a UFMT)

turma 1 - terça e quinta 9h às 10h
                       
turma 2 - terça e quinta 19h30 às 20h30

turma 3 - SÁBADO   8h às 9h30 

turma 4 - SÁBADO  9h30 às 11h00 (AVANÇADO)



Ballet Denise França 
Endereço:
Av. Tancredo Neves, 432 –  3627-5742
(Próximo ao Viaduto UFMT)

turma 1- SÁBADO  11h00 às 12h30





terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Shows - Contrate Yasmine Amar e Seu Grupo de Dança


          
A Dança Árabe em todas as suas vertentes é uma excelente maneira de abrilhantar sua festa de aniversário, bodas ou ainda confraternização em sua Empresa, com a alegria inerente a essa Cultura.
Os shows duram, em média, 30 minutos.
Existem vários temas Orientais que você pode optar, dente eles:
Dança com espada, Dança com Sagats, com véu, percussão árabe além do Folclore Oriental, danças do Egito, Turquia e Líbano.
Você também pode optar por shows com músicos árabes, mais bailarinas e bailarinos.
Solicite orçamento via e-mail 
yasmineamar@gmail.com ou whatsapp (65) 98111-8683




sábado, 2 de janeiro de 2016

Arte Orientalista, inspiração para Dançar e Coreografar


          Além do estudo da música, nós, coreógrafas orientais, recorremos ao estudo da Arte Orientalista. "Orientalismo na Arte é a retratação de elementos, descrição ou imitação no que se refere a Cultural Oriental." Lembrando que entendemos por Cultural Oriental todo legado dos países do Médio Oriente inclusive norte da África e Turquia pois há um forte intercâmbio cultural entre eles.
          Através da apreciação da pintura, podemos notar detalhes de postura, expressão, além da construção dos figurinos, dos personagens das coreografias, etc
          Gosto de pensar, ao observar uma dessas mulheres retratadas, que música combinaria com a cena, com o figurino. Como seria sua personalidade. Que tipo de peça coreográfica combinaria com esta mulher. Como poderia retratá-la. Enfim, é uma maneira de entrar em contato com uma época onde a dança era muito orgânica. desde que comecei a me interessar por esse estudo, a construção coreográfica num todo mudou, a começar pelos figurinos. Antigamente eu adquiria meus figurinos em ateliers. Hoje, eu mesma construo. Cada tecido, cada detalhe. sempre me inspiro nestas retratações. Não vemos trajes de duas peças (cinturão/bustiê). Vemos muita sobreposição de tecidos, muita renda, sedas. Calças fofas (que chamamos de "harém"),lenços soltos amarrados colares de pérolas...

William Clark Wontner
Inglaterra (1857-1930)
Safie - One of The Three







Selecionei algumas imagens que gosto muito. Vou tecer alguns comentários sobre estas imagens. No entanto, cada vez que apreciamos uma obra de arte, vemos detalhes e elemento novos. Também depende da música que estamos ouvindo, do estado de de espírito, do  momento... é tudo efêmero!   O ideal é realmente apreciar sem pressa. Como quem saboreia um vinho muito bom. Devagar e despertando os sentidos. Vale ressaltar que é uma leitura amadora em reação as Artes Plásticas, uma visão de dançarina.


          Nesta primeira imagem, ela tem um véu sobre a cabeça num semblante sereno. Observe a delicadeza das mãos. A mão que segura o véu possui uma linha arredondada. A blusa é de de uma seda muito delicada, com  um bolerinho de renda
sobreposto. Na parte superior, tecidos esvoaçantes. Nos quadris, um tecido pesado que deixa a silhueta arredondada e bem marcada, com peso, porém sem definição. O ventre coberto com transparência e com tecidos soltos, leves, esvoaçantes. esta dançarina poderia estar dançando um música com uma base rítmica bem marcada, mas com um ou dois instrumentos melódicos suaves, como a flauta ou um alaúde. Interpretação bem feminina, um mistério delicadamente insinuado pelo véu.


Emile Vernet Lecomte - Paris 1821

          Pelo traje podemos notar que trata-se da cultura balkan.
          A ligação entre as danças balkans e a Dan
ça Oriental já vem sendo muito estudada e esse é o tema de outra postagem que estou preparando pro Blog.
          Mas vamos analisar a cena em si, a que situação nos remete. Eu particularmente gosto muito desses figurinos pelas sobreposições e possibilidades de composição.
          A dança balkan assim como as mulheres da Macedônia são de personalidade forte e vigorosa. No entanto nesta retratação notem que a modelo pousa com uma flor tentando simular uma certa fragilidade que se contrapõe totalmente a riqueza de cores do próprio figurino. é como se ela quisesse deixar subentendido que, por detrás de tanta exuberância, há sim uma fêmea que pode ser frágil e delicada em alguns momentos.
          Quando analisamos uma obra de Arte como esta, há inúmeras possibilidades basta deixar-se envolver.

Jacques Baugnies

          Pés descalços, sagats nas mãos, uma cena bastante musical de interação da dançarina e do músico, que toca um mizmar.
          Essa inclinação de cabeça me chama bastante a atenção. As dançarinas orientais são as únicas no mundo que conferem tanta languidez postural. Isso faz parte de uma entrega ao som melódico que a envolve neste momento.
          Não existem vídeos da dança nessa época. Essas obras de arte são nossa única conexão. Mas através delas temos acesso a um rico conteúdo de linguagem corporal e elementos cênicos.
           Notem a posição das pernas, dos joelhos e como os sagats estão na altura dos quadris como que emoldurando o movimento. esses detalhes são muito importantes.
          Outra coisa que me chama atenção é a posição dos pés mostrando nitidamente a transferência de peso ao destacar o quadril.
          Esta cena ficou viva e eternalizada pelo artista.



Fabio Fabbi

          O duff é um dos instrumentos mais retratados pelos artistas orientalistas. Mais até mesmo que os sagats ou véus o que nos leva a crer que era muito utilizado pelas dançarinas.
          Nesta imagem há muita leveza conferida pelos braços alados, pelo semblante contemplativo para o alto, e os pés delicadamente tocam o solo. É uma das poucas imagens da época em que a dançarina mostra um pouco do ventre, mesmo que da parte superior. Normalmente elas dançavam completamente cobertas. Notamos a presença do turbante que não tira a leveza do figurino talvez pela cor. Novamente ela contrapõe o tecido esvoaçante com o pesado lenço de quadril. A saia no entanto é bem rodada e a presença dos músicos na cena a tornam bem viva.






Felix Auguste Clement, An Evenings Entertainment
David Roberts- The Gawazee Of Cairo

          Eu gosto de comparar as duas artes seguintes. É bem óbvio que trata-se da mesma dupla.
          Na primeira cena, podemos notar vários músicos e instrumentos, como alaúde e nay e uma mulher tocando duff. As dançarinas tocam delicados sagats e interagem. As calças fofas conferem peso ao quadril em contraposição às delgadas cinturas. Utilizam sapatinhos.





          Já nesta segunda obra, vemos uma mulher tocando o duff
e dois músicos tocando rababas. Novamente elas tocam sagats, interagem e vemos na dançarina da esquerda a utilização de um vestido que lembra muito os vestidos das dançarinas persas e nos levam a crer numa evolução até o que conhecemos pelas galabyas gawazee.


          Este post está em construção. Escolhi inicialmente imagens que retratam a dança de maneira mais dinâmica. Mas há tantas imagens lindas que merecem ser citadas que deixarei o post em aberto e vou construindo aos poucos, vou me permitir não me despedir deste tema pois o considero de suma importância para todas as pesquisadoras da Arte e da Dança.


...em construção...


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Dança Persa Contemporânea

Na Antiga Pérsia - hoje Irã - uma forma extremamente

diferenciada de dança, caracterizada pela

graciosidade, surgiu: a Dança Persa.

Dança Persa é uma forma romântica de dança,

profundamente influenciada pela Poesia.

Já a Dança Neoclássica Persa constitui-se de uma delicada

forma de Arte de Improvisação, na qual

predominam delicados e expressivos movimentos de mãos,

ombros, braços, giros e expressões

faciais encantadoras. É uma dança muito feminina, delicada e que transmite muita leveza, uma

leveza de fato espiritual.

Há uma ênfase na parte superior do tronco, onde a dançarina cria verdadeiras esculturas em

movimento, deslizando pelo chão ou afundando languidamente em belas extensões de linhas

corporais alongadas, expressando, muitas vezes, uma antiga simbologia mítica e espiritual.


(...em construção...)

Kalbelyas, as ciganas do Rajhastão (India) e a Dança Rajasthani

   
Yasmine Amar Kaur - Kalbelyas
       No deserto do Thar podemos apreciar uma das mais sensuais danças do Rajastão.

Kalbelya dance ou ainda Rajasthani Dance é o nome desta forma de dança representada pela tribo cigana com o mesmo nome. Estas danças são parte integral da cultura desta comunidade.
          Kalbelya, tribo nômade do deserto cuja principal ocupação é caçar cobras para comercializar seu veneno, também é conhecida como Sapera.

          Os movimentos dessa dança folclórica lembram a sinuosidade da cobra, mas também falam da moça da aldeia que vai casar, sua despedida, a confecção do sari vermelho, a vaidade e a preparação que envolve todo esse grande acontecimento.
          A música é tarefa dos homens, exímios intérpretes de instrumentos como o Pungi, Dufli, Beer, Khanjain, Morchang, Khuralio ou do Dholak. As danças são na maioria dos casos interpretadas pelas mulheres, que usam vestidos pretos e vermelhos escuros.
        Dentre as danças Kalbelia, podemos citar a dança Matkee (dançada com diversão diária, por várias mulheres em círculo - no vídeo da Unesco, ela é apresentada em 3:26), a dança Loor (apresentada durante o festival da cores, ou Holi - no vídeo da Unesco, ela é apresentada em 4:40) e a dança da Serpente (que apresenta movimentos que lembram as serpentes - no vídeo da Unesco, ela é apresentada em 7:16).

         Tanto a música quanto a dança dos Kalbelia fazem parte de uma tradição oral. Em outras palavras, não existem livros ou manuais que as ensinem ou descrevam. Tudo é passado para as novas gerações de maneira verbal ou através da observação.
Yasmine Amar - Kalbelyas Fusion - SESC

           Em 2010, passaram a fazem parte da lista de Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO.
 
           Minha experiência com esta dança foi no intuito de trabalhar uma fusão étnica contemporânea. No entanto, a força da música e dos movimentos acabaram me levando a aprofundar no estudo do folclore em si. É uma dança forte, envolvente. Quando estudamos um folclore devemos nos despir das posturas de outras danças. Mesmo que seja com intuito de executarmos uma fusão. Inicialmente compreendemos a forma estudada em sua essência para então fusionar.
Coleena Shakti em Deserto do Thar

            Uma dançarina que realizou uma pesquisa incrível, produzindo um documentário belíssimo com as kalbelyas, é a Colleena Shakti. Esse documentário pode ser encontrado no You Tube com o título "The Power of Dance - Colleena Shakti" e fala sobre a força dessas mulheres que sobrevivem às agruras do deserto:


 
 


Fontes Bibliográficas:

KALBELIA, A DANÇA DOS CIGANOS DO DESERTO DO THAR

Escrito por RUI PEDRO FONSECA em 2010-01-26 18:10:55
 

Danças Ciganas: Kalbelia

 http://grupoamaryllis.blogspot.com.br/2013/04/dancas-ciganas-kalbelia.html 

domingo, 7 de abril de 2013